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Fiesp recebe lançamento nacional da Campanha Hepatite Zero no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites

Mobilização reunirá mais de 200 rotarianos, profissionais de saúde, autoridades e parceiros; Cristo Redentor será iluminado simultaneamente em apoio à causa.

28/07/2026
Fiesp recebe lançamento nacional da Campanha Hepatite Zero no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites
Cristo Redentor iluminado em amarelo pelo Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais | Foto: Today Soluções / Santuário Cristo Redentor

No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu o lançamento nacional da nova etapa da Campanha Hepatite Zero. O ato foi realizado em 28 de julho, às 19 horas, na sede da entidade, na Avenida Paulista, e marcou o início de uma ampla mobilização do Rotary para ampliar a testagem, identificar casos silenciosos e aproximar milhares de brasileiros do diagnóstico e do tratamento.

A programação reuniu mais de 200 rotarianos, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil, parceiros institucionais e autoridades. Participaram do evento o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e Humberto Coelho Neto e Silva, fundador do Hepatite Zero e presidente mundial do Rotary Action Group for Hepatitis Eradication (RAG for Hepatitis Eradication).

Uma trajetória de impacto concreto

Criado para enfrentar uma epidemia que avança muitas vezes sem sintomas, o Hepatite Zero construiu, ao longo de aproximadamente 15 anos, uma das mais expressivas mobilizações rotárias na área das hepatites virais. Segundo registros institucionais do projeto, cerca de 3 milhões de pessoas já foram testadas em todo o território nacional. A iniciativa identificou mais de 3 mil pessoas com resultados positivos, posteriormente encaminhadas aos serviços públicos de saúde para confirmação diagnóstica, acompanhamento clínico e tratamento.

O trabalho foi desenvolvido com a participação do Rotary e do RAG for Hepatitis Eradication, que articulou a implantação do projeto em países onde o Rotary possui representação. A Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) atuou como braço operacional, organizando as testagens e o encaminhamento dos casos reagentes às redes municipais de saúde. No Brasil, os medicamentos e o tratamento das hepatites virais continuaram sendo disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme indicação clínica.

O desafio de uma doença silenciosa

As hepatites virais podem permanecer silenciosas durante anos. Sem diagnóstico, a infecção pode evoluir para cirrose, insuficiência hepática ou câncer de fígado. Um dos principais desafios continua sendo a falsa sensação de segurança provocada por exames de rotina: a investigação das hepatites B e C depende de testes específicos e não está automaticamente incluída em um hemograma ou em outros exames laboratoriais simples. Por isso, informação e testagem foram decisivas.

Descobrir a infecção precocemente protege, reduz a transmissão e permite iniciar o cuidado antes do surgimento de complicações graves. Para a hepatite C, os tratamentos atuais alcançam elevadas taxas de cura; para a hepatite B, o acompanhamento adequado e a terapia, quando indicada, reduzem significativamente o risco de progressão da doença.

Hepatite Zero 2030: uma mobilização nacional

O lançamento na Fiesp apresentou a nova etapa da campanha, alinhada à meta internacional de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. A estratégia da Organização Mundial da Saúde prevê, em relação a 2015, a redução de 90% das novas infecções e de 65% das mortes. O Brasil, como Estado-membro da OMS, assumiu esse compromisso e vem desenvolvendo políticas públicas para ampliar prevenção, diagnóstico e tratamento.

O plano do Rotary mobilizou clubes e distritos de todo o país com o objetivo de alcançar até 50 milhões de pessoas por meio de ações de conscientização e testagem. A campanha já reunia, segundo dados da organização, cerca de 4 mil rotarianos e mil clubes inscritos.

A proposta foi transformar a capilaridade do Rotary em uma rede nacional de prevenção: cada clube passou a poder orientar sua comunidade, organizar ações locais e contribuir para que pessoas que desconheciam sua condição tivessem acesso ao diagnóstico.

Ação na Fiesp e registro do trabalho em campo

Durante a mobilização, o público recebeu informações sobre prevenção, fatores de risco, importância do diagnóstico e caminhos de acesso ao SUS. A testagem foi gratuita. Pessoas com resultado reagente foram orientadas e encaminhadas à rede pública para confirmação, avaliação médica e continuidade do cuidado, com respeito ao sigilo, à dignidade e à legislação de proteção de dados pessoais.

Um fotógrafo profissional acompanhou o encontro para registrar não apenas a presença institucional, mas principalmente as pessoas em ação: voluntários acolhendo, equipes orientando, participantes sendo testados e a comunidade mobilizada. As imagens documentaram o impacto humano da iniciativa e passaram a apoiar a divulgação dos resultados alcançados.

Cristo Redentor iluminado pela causa

Simultaneamente ao ato em São Paulo, o monumento ao Cristo Redentor recebeu iluminação especial na cor amarela, em referência ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. O Santuário Cristo Redentor, um dos grandes apoiadores do Hepatite Zero desde a fundação do projeto, mais uma vez emprestou sua força simbólica à mensagem de prevenção, diagnóstico e esperança.

A iluminação ocorreu em sintonia com a mobilização realizada na Fiesp, cujo painel também fez referência à campanha. A união de dois dos mais reconhecidos símbolos do Brasil ampliou o alcance da mensagem de que as hepatites podem ser prevenidas, diagnosticadas e tratadas, reforçando a importância de agir para que a meta de 2030 se torne realidade.

O Rotary reafirmou sua parceria com a Ação de Amor do Cristo Redentor, fortalecendo um dos principais projetos de atenção primária coordenados pelo Consórcio Cristo Sustentável, com impacto direto na promoção da saúde, da solidariedade e da cidadania.

O Consórcio Cristo Sustentável, aliança estratégica entre o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, a Obra Social Leste Um – O Sol e o Instituto Redemptor, segue promovendo ações integradas voltadas à sustentabilidade ambiental, social e econômica, impulsionando inovação, inclusão, conscientização e equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.

Uma campanha com alcance internacional

A nova fase também fortaleceu a expansão internacional do Hepatite Zero, com especial atenção a países africanos e a comunidades com menor acesso ao diagnóstico. Com o apoio da rede mundial do Rotary, o projeto passou a trabalhar para formar equipes locais, viabilizar testes, estimular parcerias com autoridades sanitárias e garantir o encaminhamento responsável dos casos identificados.

“Eliminar as hepatites exige transformar solidariedade em presença, informação em diagnóstico e diagnóstico em cuidado. Cada teste pode mudar uma história e, em muitos casos, salvar uma vida.”