Olá, querido guia!
Esta aqui é uma página feita especialmente para você, que nos visita todos os dias, contando a história do monumento ao Cristo Redentor para pessoas do mundo todo e proporcionando aos nossos visitantes uma experiência única!
Para que possamos tornar ainda mais incrível o nosso trabalho, trouxemos neste espaço uma CARTILHA DO GUIA, que você poderá fazer o download, além de outras dicas valiosas que ajudarão você ainda mais no serviço que presta em nosso Santuário.
Vamos lá?
O SERVIÇO que o guia presta em nosso querido monumento é de extrema importância para a propagação da MISSÃO, da VISÃO e dos VALORES de nosso Santuário.
A visita ao Cristo Redentor compreende toda experiência sensorial presente em sua visitação: a subida de trem, a locomotiva histórica, a Mata Atlântica, a exploração de uma formação geológica quase arquetípica e, ainda, o vislumbrar da maravilhosa paisagem carioca.
O Cristo Redentor, como monumento, não é REPRESENTADO apenas pela estátua, pelo ponto turístico ou ainda por ser uma das 7 maravilhas do mundo. Muito além disso, o Cristo Redentor é um SANTUÁRIO - o primeiro a céu aberto do mundo, onde são diariamente realizados diversos serviços religiosos tais como missas, batizados e casamentos, além das famosas peregrinações.
Um dos principais serviços que o guia presta em nosso Santuário, além de ser um grande parceiro em nosso trabalho, é o de levar as pessoas de todo mundo a conhecerem os pormenores e as curiosidades de nossa história. Quem nunca ouviu falar que o monumento do Cristo foi um presente da França? Ou quem nunca cogitou que o Santuário pertence ao estado, que é um espaço totalmente público? Essas e tantas outras informações equivocadas perpassam o imaginário de muitas pessoas, e por isso, você é fundamental para auxiliar os nossos visitantes a conhecerem a VERDADEIRA história do Cristo Redentor e a fazerem uma experiência única.
Para isso, preparamos para você, algumas curiosidades que certamente ajudarão você a conhecer alguns detalhes importantes da nossa história.
Diferente do que muitos pensam, ou melhor, como muitos não sabem, o Cristo Redentor não é apenas um monumento que está entre as 7 maravilhas do mundo e o cartão postal do Brasil, o Cristo Redentor é um Santuário.
Em 2006, o 75º aniversário de inauguração do monumento, o então arcebispo do Rio do Janeiro, Cardeal Eusébio Oscar Scheidt decidiu criar, através de um decreto arquidiocesano, o Santuário Cristo Redentor, estabelecendo o cume do Monte Corcovado definitivamente como um lugar sagrado de peregrinação e celebrações cultuais.
Em 1988, a Princesa Isabel assinou a Lei da Abolição da Escravatura e quiseram homenageá-la com uma estátua no alto do Monte do Corcovado.
A Princesa gentilmente declinou, ordenando a construção de uma estátua ao Sagrado Coração de Jesus que, para ela, era o “verdadeiro Redentor dos homens”.
Três locais foram considerados para a edificação do monumento: o Pão de Açúcar, o Morro Santo Antônio e o Monte do Corcovado. Por decisão da maioria, o “Círculo Católico” escolheu o Monte Corcovado como bem idealizara o padre Pierre Marie-Boss.
Entre os projetos candidatos, a assembleia elegeu a ideia do engenheiro carioca Heitor da Silva Costa: uma imagem de Jesus Cristo sobre um pedestal.
A ideia inicial do engenheiro carioca Heitor da Silva Costa era a construção de uma imagem de Jesus Cristo sobre um pedestal, segurando uma grande cruz com a mão direita e o globo terrestre com a mão esquerda.
O projeto foi exposto no Centro do Rio de Janeiro e os cariocas o apelidaram de “o Cristo da bola”. Havia críticas em relação à exequibilidade do monumento e a sua visibilidade a grandes distâncias. Em 1923, o professor Flexa Ribeiro, da Escola Nacional de Belas Artes, escreveu um artigo no jornal “ O Paiz”, reprovando a concepção artística geral do projeto. Dom Sebastião Leme solicitou a Heitor da Silva Costa um novo projeto, que pudesse ser percebido de longe e com maior significado religioso.
(Fonte: Livro “90 anos: de braços abertos para os grandes eventos”)

Heitor da Silva Costa projetou a imagem do Cristo de braços abertos em forma de cruz, com o mundo aos seus pés, e o pintor Carlos Oswald o ajudou a criar um esboço para a nova ideia, que foi prontamente aceita pelas autoridades.
A pedra-sabão que reveste o Cristo Redentor foi trazida de uma mina da cidade de Carandaí, no estado de Minas Gerais. O monumento é revestido de pedra-sabão porque, além de ser um material bonito e maleável, utilizado com sucesso nas famosas esculturas de Aleijadinho, este material é resistente ao calor, à chuva, ao frio e à erosão.
As pedras foram coladas uma a uma em largas faixas de pano por mulheres voluntárias, para depois serem aplicadas à imagem pelos operários. As mulheres aproveitavam para escrever no verso das pedras o nome de seus familiares e entes queridos.
Em 1924, Heitor da Silva Costa contratou em Paris o escultor francês Paul Landowski, especialista em Art Déco, para executar uma maquete do monumento e a escultura em tamanho real da cabeça e das mãos.
Os dedos longilíneos da estagiária Margarida Lopes de Almeida serviram de inspiração ao escultor.

Em 1922, um grupo de mais de 20.000 mulheres, lideradas pela escritora Laurita Lacerda, apresentou um abaixo-assinado ao presidente Epitácio Pessoa – que autorizou a construção – cedendo o cume do Monte Corcovado à Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Em 1923, Dom Sebastião Leme lançou uma campanha de arrecadação de fundos para a construção, que seria totalmente financiada por doações do povo brasileiro. Foi grande a mobilização popular e as doações se multiplicaram.
O monumento Cristo Redentor foi projetado pelo engenheiro carioca Heitor da Silva Costa, e este, por sua vez, contratou o escultor francês Paul Landowski para executar uma maquete do monumento com tamanho real da cabeça e das mãos.
O encarregado geral da construção foi o engenheiro fiscal, também brasileiro, Pedro Fernandes Viana.

O local onde fica o Sagrado Coração, que mede 1,30m, é a única parte interior do monumento que é revestida de pedra-sabão, demonstrando a importância do símbolo.
O mestre de obras da construção, Heitor Levy, deixou uma carta num cilindro de vidro dentro do coração de pedra do Cristo Redentor, com os nomes da sua família.
A construção aconteceu entre os anos de 1926 e 1931, e o monumento foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931.
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