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Cristo Redentor abençoa as ararinhas-azuis

O Cristo Redentor recebeu, na noite dessa sexta-feira, 10 de junho, às 19h, uma projeção especial para abençoar um acontecimento histórico para o Brasil. Durante 52 horas, o monumento mais famoso do País teve a projeção de imagens das ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixxi) feitas pelo renomado fotógrafo Tim Flach. A ave, extinta na natureza há mais de vinte anos, foi reintroduzida em seu habitat natural, na cidade de Curaçá (BA), nesse sábado (11).

11/06/2022
Cristo Redentor abençoa as ararinhas-azuis

O Cristo Redentor recebeu, na noite dessa sexta-feira, 10 de junho, às 19h, uma projeção especial para abençoar um acontecimento histórico para o Brasil. Durante 52 horas, o monumento mais famoso do País teve a projeção de imagens das ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixxi) feitas pelo renomado fotógrafo Tim Flach. A ave, extinta na natureza há mais de vinte anos, foi reintroduzida em seu habitat natural, na cidade de Curaçá (BA), nesse sábado (11).

A reintrodução é fruto de uma cooperação internacional que envolve o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, e a Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), organização não governamental alemã, além de inúmeros parceiros que se comprometeram a uma meta ambiciosa: trazer de volta à Caatinga a ararinha-azul.

Para isso, ao longo dos anos, foi feito um grande esforço de reproduzir os espécimes restantes em cativeiro, de modo a ter a maior variabilidade genética possível. Em 2020, cinquenta aves foram trazidas da Alemanha para Curaçá, onde foram instaladas num Centro de Criação e Reprodução. Em 2021, nasceram os primeiros filhotes na Caatinga em mais de três décadas.

Paralelamente a isso, as instituições trabalhavam para que, uma vez feita a reintrodução, a ave fosse mantida na natureza. Duas novas áreas protegidas foram criadas especialmente para as ararinhas-azuis, para protegê-las e preservar seu ambiente; e feito um trabalho de educação e conscientização ambiental com a população local para que os próprios moradores possam defender seu maior bem: a ararinha-azul.