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CAMINHADA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E MENINAS – 2022

Sociedade foi convocada a participar da Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas no domingo, no Aterro do Flamengo. O Cristo Redentor entrou na campanha no sábado, dia 5, às 19 horas, quando foi iluminado com a cor laranja, que simboliza o movimento.

06/11/2022
CAMINHADA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E MENINAS – 2022

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra as Mulheres, alinhado à iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que realiza uma mobilização internacional há mais de três décadas, convoca toda a sociedade a se unir por uma causa que diz respeito a todo mundo: o fim da violência contra mulheres e meninas. É com esse intuito que o Grupo Mulheres do Brasil realizou a quinta caminhada pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas, no dia 6 de novembro, domingo, às 9h, no Aterro do Flamengo, na altura do número 200 da Praia do Flamengo. O Cristo Redentor entrou na campanha no sábado, dia 5, às 19 horas, quando foi iluminado com a cor laranja, que simboliza o movimento. 

Algumas presenças confirmadas, entre outras: Superação da Violência Doméstica, Mulheres Brilhantes, Firjan/SESI, OAB RJ, Secretaria Municipal de Políticas e Promoção da Mulher, IBDFAM, Cantão, Detran/RJ, Miss Cadeirante, Coordenadoria da Mulher do Município de Niterói, Secretaria Municipal de Mulheres de Itatiaia, promotoras de justiças, defensoras públicas, desembargadores Wagner Cinelli e Andrea Pacha, Procurador do Trabalho Fabio Mobarak, juízas da causa, como Adriana Ramos de Mello, delegadas como Sandra Ornellas, artistas como Luiza Brunet e Cristiane Machado e influenciadores e o Secretário Municipal de Trabalho e Renda, Alexandre Arraes, que lidera o Projeto Novos Rumos voltado a mulheres vítimas de violência doméstica junto com o Tribunal de Justiça. 

A violência contra as mulheres é assustadora. Ao longo da vida, uma em cada três mulheres - cerca de 736 milhões de pessoas -, é submetida à violência física ou sexual por parte de seu parceiro ou violência sexual por parte de um não parceiro, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No primeiro ano da pandemia, 2020, foram registrados no Estado do Rio de Janeiro quase 100 mil casos de violência contra a mulher (98.681). Desses, mais de 34 mil foram de forma física e outros 31 mil de forma psicológica. Houve também outros 23 mil casos de violência moral, 5.600 casos de violência sexual e 4.500 casos de violência patrimonial. Na Região Metropolitana do Rio, foram 22.846 vítimas de lesão corporal dolosa e 1.802 vítimas de ameaça.

Para Marilha Boldt, líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres, “46% das mulheres vítimas de violência doméstica perdem seus empregos. Precisamos incentivar as mulheres a buscarem sua independência econômica e psicológica para que possam tomar decisões a respeito de suas vidas de forma mais efetiva e parem de colocar suas vidas, por medo de deixarem seus filhos passarem fome ou por dependência emocional. No Grupo Mulheres do Brasil encorajamos as mulheres a se libertarem de seus agressores formando uma rota de fuga do relacionamento abusivo”.