A noite de Natal não foi solitária para cerca de 50 refugiados que estão no Rio de Janeiro. Eles foram convidados para participar de uma Ceia de Natal organizada pelo Ação de Amor do Cristo Redentor, em parceria com a Paróquia São José da Lagoa, na noite dessa terça-feira, 24 de dezembro. Os pratos foram servidos logo após a Missa do Galo, presidida pelo reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar.
Neste ano, a Ceia de Natal teve novidades. O cardápio foi elaborado pelo chef de cozinha Eduardo Salgueiro, com o objetivo de transformar solidariedade e acolhimento em alimento. “Foram escolhidos os principais pratos da Ceia brasileira para, através do alimento, acolher os refugiados, celebrando o amor ao próximo”, destacou o chef Salgueiro.
A Ceia dos Refugiados segue o desejo do coração do Papa Francisco de acolhimento. Segundo Padre Omar, o foco do encontro na noite de Natal, além da experiência gastronômica, foi promover a socialização e a inclusão social daqueles que já sofreram muito nos países de origem e buscam melhores condições de sobrevivência. "Partilhar deve ser uma ação nossa não apenas no Natal, mas em todos os dias da nossa vida. A Ceia de Natal é um momento de Partilha em família. Jesus, em palavras e atos, sempre nos ensinou a partilhar o pão nosso de cada dia com os mais necessitados. Todos são bem-vindos. Foi uma Ceia para corações solidários e solitários. Que, nessa noite do nascimento do Senhor, possamos estar próximos de quem tanto precisa”, desejou o sacerdote.
A iniciativa segue a linha de pensamento do Papa Francisco sobre o Desenvolvimento Sustentável e também está entre as ações já realizadas pela Pastoral do Desenvolvimento Sustentável da igreja de vidro da Lagoa. Os insumos para a preparação da Ceia foram doados por pessoas de toda a cidade, em uma grande mobilização social.
Na noite do dia 24, cerca de 15 voluntários prepararam e serviram os alimentos. Os
refugiados que participaram da Ceia são da Venezuela, da República Democrática do
Congo, de Angola e da Colômbia. Todos são atendidos pela Cáritas Arquidiocesana do
Rio de Janeiro, que desenvolve um programa sistematizado de atendimento a refugiados
e solicitantes de refúgio no Brasil.


