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Academia Brasileira de Letras celebra 125 anos com iluminação especial do Cristo Redentor

Monumento foi iluminado de verde escuro, cor oficial da ABL, em homenagem ao seu aniversário, na quarta-feira, 20 de julho, às 20h

20/07/2022
Academia Brasileira de Letras celebra 125 anos com iluminação especial do Cristo Redentor

A Academia Brasileira de Letras promoveu uma série de eventos em comemoração aos seus 125 anos de história. Na noite de 20 de julho, dia em que é celebrado seu aniversário, o Monumento ao Cristo Redentor foi iluminado de verde escuro, cor oficial da ABL, em uma homenagem do Santuário Cristo Redentor à data, às 20h. Também à noite, foi realizado uma Sessão Solene no Salão Nobre da ABL, no mesmo horário.

O Reitor do Santuário, Padre Omar, esteve presente na cerimônia, e, a partir de um aplicativo instalado em um tablet, o Presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, acendeu remotamente as luzes do Cristo Redentor. Na ocasião, foi entregue o Prêmio Machado de Assis ao antropólogo Roberto da Matta, pelo conjunto da obra. Foram distribuídas, ainda, as medalhas Machado de Assis e João Ribeiro. O Acadêmico José Sarney foi o orador oficial. A apresentação musical ficou a cargo do consagrado Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica Brasileira.

A ABL participou de instantes construtivos da história brasileira. Há mais de cem anos é hóspede da memória do Brasil e da preservação do patrimônio cultural e da língua. Desde o início a Academia é composta por 40 membros, além de sócios correspondentes. Quando foi fundada, em 1897, inspirada na Academia Francesa, a ABL ainda não tinha sede. Os escritores se reuniam cada hora em um local. O primeiro presidente foi o escritor Machado de Assis.

Histórico

No fim do século XIX, Afonso Celso Júnior, ainda no Império, e Medeiros e Albuquerque, já na República, manifestaram-se a favor da criação de uma academia literária nacional, nos moldes da Academia Francesa. O êxito social e cultural da Revista Brasileira, de José Veríssimo, daria coesão a um grupo de escritores e, assim, possibilidade à ideia. Lúcio de Mendonça teve, então, a iniciativa de propor uma Academia de Letras, sob a égide do Estado, que, à última hora, se escusaria a tal aventura de letrados. Constituiu-se então, como instituição privada independente, a Academia Brasileira de Letras.

As primeiras notícias relativas à fundação da ABL foram divulgadas a 10 de novembro de 1896, pela Gazeta de Notícias, e, no dia imediato, pelo Jornal do Commercio. Teriam início as sessões preparatórias: na primeira, às três da tarde de 15 de dezembro, na sala de redação da Revista Brasileira, na Travessa do Ouvidor, nº 31, Machado de Assis foi desde logo aclamado presidente.

A 28 de janeiro do ano seguinte, teria lugar a sétima e última sessão preparatória, à qual compareceram, instituindo a Academia: Araripe Júnior, Artur Azevedo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Inglês de Sousa, Joaquim Nabuco, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Rodrigo Otávio, Silva Ramos, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay. Também Coelho Neto, Filinto de Almeida, José do Patrocínio, Luís Murat e Valentim Magalhães, também presentes às sessões anteriores, e ainda Afonso Celso Júnior, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Carlos de Laet, Garcia Redondo, Pereira da Silva, Rui Barbosa, Sílvio Romero e Urbano Duarte, que aceitaram o convite e a honra.

Eram trinta membros e era necessário completar os quarenta, como na Academia Francesa. Assim fizeram os presentes, elegendo os dez seguintes: Aluísio Azevedo, Barão de Loreto, Clóvis Beviláqua, Domício da Gama, Eduardo Prado, Luís Guimarães Júnior, Magalhães de Azeredo, Oliveira Lima, Raimundo Correia e Salvador de Mendonça. Os Estatutos foram assinados por Machado de Assis, presidente; Joaquim Nabuco, secretário-geral; Rodrigo Otávio, 1º secretário; Silva Ramos, 2º secretário; e Inglês de Sousa, tesoureiro.

A 20 de julho de 1897, numa sala do museu Pedagogium, à Rua do Passeio, realizou-se a sessão inaugural, com a presença de dezesseis acadêmicos. Fez uma alocução preliminar o presidente Machado de Assis. Rodrigo Otávio, 1º secretário, leu a memória histórica dos atos preparatórios, e o secretário-geral, Joaquim Nabuco, pronunciou o discurso inaugural.